A reação do Monaco na Liga dos Campeões 2025
Demorou, mas finalmente chegou! O AS Monaco, comandado por Sébastien Pocognoli, conquistou sua primeira vitória na Liga dos Campeões 2025, derrotando o FK Bodo/Glimt por 1–0 na Noruega.
O gol da vitória foi marcado por Folarin Balogun no fim do primeiro tempo, garantindo três pontos fundamentais para o clube do Principado, que vinha de um empate contra o Tottenham (0–0) e um empate espetacular contra o Manchester City (2–2).
Mais do que um simples triunfo, o jogo representou uma prova de maturidade tática da equipe — e o brasileiro Caio Henrique teve papel fundamental nesse equilíbrio defensivo.
Balogun decide e recompensa a ousadia de Pocognoli
Um primeiro tempo de intensidade e precisão
O Monaco começou o jogo com personalidade, impondo ritmo e buscando o gol desde os primeiros minutos. Akliouche e Balogun criaram boas oportunidades, mas faltava o toque final.
Foi só aos 43 minutos que o placar foi aberto: Balogun recebeu um passe preciso de Akliouche e finalizou com potência em ângulo fechado, sem chances para o goleiro Haikin.
Uma jogada trabalhada, construída com paciência e inteligência — a imagem perfeita da filosofia de Pocognoli, que apostou em uma defesa a três e em Caio Henrique com um papel mais contido e estratégico.
O papel de Caio Henrique: equilíbrio e qualidade na saída de bola
Menos ofensivo, mas sempre essencial
Acostumado a brilhar no apoio ofensivo, Caio Henrique mostrou uma nova faceta sob o comando de Pocognoli. Escalado como lateral-esquerdo em um sistema de três zagueiros, o brasileiro teve menos liberdade para subir, mas foi crucial na construção e no equilíbrio tático.
Com uma nota 6/10 na imprensa francesa, Caio foi discreto, porém eficiente: distribuiu o jogo com precisão, manteve a posse sob pressão e ajudou a neutralizar os ataques rápidos do Bodo/Glimt.
“Caio Henrique foi um dos jogadores mais inteligentes em campo. Sua leitura de jogo e capacidade de transição foram essenciais”, destacou um analista local após a partida.
Um novo papel sob o comando de Pocognoli
Essa mudança de função pode marcar uma nova etapa na carreira europeia do brasileiro. O treinador belga vê em Caio um jogador taticamente versátil, capaz de atuar como ala defensivo, meia de apoio ou até lateral construtor.
No contexto do Monaco, essa adaptação é vital para permitir que jogadores como Ouattara e Akliouche tenham mais liberdade no setor ofensivo.
A solidez defensiva e a maturidade do Monaco
Após o gol de Balogun, o Bodo/Glimt pressionou com intensidade. O goleiro Köhn foi decisivo com defesas importantes diante de Berg e Hogh. Mesmo nos momentos de sufoco, a defesa monegasca — liderada por Disasi, Salisu e Caio Henrique no lado esquerdo — manteve a calma e o posicionamento.
Quando o norueguês Gundersen foi expulso por uma entrada violenta sobre Biereth, o Monaco aproveitou para controlar o jogo e assegurar a vitória, mostrando uma evolução mental importante em comparação às partidas anteriores.
Caio Henrique: consistência e liderança silenciosa
O desempenho de Caio Henrique pode não ter sido o mais vistoso, mas foi fundamental para o resultado. Ele mostrou liderança silenciosa, disciplina tática e uma maturidade que reflete sua experiência no futebol europeu.
A torcida brasileira, sempre atenta aos compatriotas que brilham fora do país, pode se orgulhar: Caio Henrique foi o equilíbrio de um Monaco que soube sofrer e vencer.
Se o time continuar nessa evolução, o AS Monaco ainda pode sonhar alto nesta edição da Liga dos Campeões.
Conclusão: uma vitória que muda o rumo da temporada
O 1–0 contra o Bodo/Glimt é mais do que três pontos — é um marco psicológico para o Monaco e para Pocognoli, que buscava uma resposta após o início irregular na Europa.
E no coração desse triunfo, Caio Henrique aparece como símbolo da disciplina e inteligência tática que definem as grandes equipes.
Se continuar evoluindo sob o novo esquema, o brasileiro pode ser uma das chaves da reviravolta monegasca na competição.
