O clássico francês teve dono. Em uma atuação dominante do início ao fim, o Paris Saint-Germain de Luis Enrique goleou o Olympique de Marseille de Roberto De Zerbi por 5 a 0 no Parc des Princes, pela 21ª rodada da Ligue 1 2025/2026.
Em meio ao recital parisiense, dois brasileiros chamaram atenção: Marquinhos, líder absoluto da defesa do PSG, e Igor Paixão, que entrou no segundo tempo tentando mudar o panorama para o OM.
PSG 5×0 OM: intensidade máxima desde o primeiro minuto
O PSG começou sufocando. Pressão alta, transições rápidas e domínio total da posse de bola. O Marseille simplesmente não conseguia sair jogando diante do contra-pressing parisiense.
O primeiro gol saiu cedo, aos 12 minutos, após jogada pela esquerda concluída por Dembélé. A partir daí, o cenário ficou ainda mais favorável ao campeão europeu.
Dembélé decide, mas a base foi coletiva
O segundo gol, ainda na primeira etapa, praticamente matou o jogo. O PSG impôs ritmo, intensidade e controle emocional. O Marseille parecia sempre um passo atrás.
Na segunda parte, vieram mais três gols, transformando o Classique em uma verdadeira demonstração de força.
Mas além do placar elástico, a atuação dos brasileiros foi um dos grandes pontos de análise.
Marquinhos: liderança e autoridade defensiva
Capitão do PSG e referência defensiva do futebol europeu, Marquinhos confirma mais uma vez sua regularidade na Ligue 1 2026, consolidando seu papel entre os brasileiros de maior impacto na França.
O capitão do PSG fez uma partida de manual para zagueiros.
Controle total das transições
Marquinhos:
- Antecipou jogadas com precisão
- Neutralizou tentativas de contra-ataque
- Organizou a linha defensiva
- Impôs respeito nos duelos físicos
Mesmo quando o Marseille tentou acelerar após o intervalo, o brasileiro manteve serenidade e leitura de jogo impecável.
Seu posicionamento evitou infiltrações perigosas e deu segurança para que o meio-campo parisiense mantivesse o bloco alto.
Em jogos grandes como esse, experiência pesa — e Marquinhos mostrou por que é um dos defensores mais confiáveis da Europa.
Igor Paixão: energia em meio ao caos
O brasileiro do Marseille entrou no segundo tempo buscando dar nova dinâmica ao ataque.
Tentativa de reação isolada
Com o time já em desvantagem, Paixão:
- Procurou o drible
- Tentou acelerar pelas pontas
- Finalizou ao menos uma vez com perigo
Foi quem mais tentou algo diferente em um cenário completamente desfavorável. Sua movimentação trouxe alguma verticalidade, mas a estrutura defensiva do PSG estava sólida demais.
Ainda assim, mostrou personalidade ao não se esconder em um clássico tão difícil.
Mesmo diante da superioridade parisiense, Igor Paixão segue sendo uma das principais armas ofensivas do Marseille na temporada, reforçando o protagonismo dos brasileiros no futebol francês.
O impacto para a temporada da Ligue 1
Com o resultado, o PSG reafirma sua força na briga pelo topo da Ligue 1 2026. Já o Marseille precisa reorganizar seu sistema defensivo se quiser manter ambições europeias.
Para os brasileiros:
- Marquinhos consolida mais uma atuação de alto nível em clássico.
- Paixão segue sendo peça importante no elenco de De Zerbi, principalmente pela intensidade e mobilidade ofensiva.
Brasileiros na Ligue 1: protagonistas mesmo em cenários opostos
O clássico evidenciou algo importante para o futebol brasileiro na Europa: mesmo em contextos diferentes, os jogadores seguem relevantes.
Marquinhos como referência defensiva e líder técnico.
Paixão como alternativa criativa e aceleradora de jogo.
Esse contraste mostra a diversidade de impacto dos brasileiros na elite francesa.
Conclusão: o Classique teve dono, mas os brasileiros deixaram marca
O PSG foi amplamente superior. O Marseille sofreu. O placar refletiu o que se viu em campo.
Mas dentro desse contexto, Marquinhos reafirmou sua condição de capitão e referência internacional, enquanto Igor Paixão demonstrou personalidade mesmo diante da adversidade.
A temporada ainda promete muitos capítulos — e os brasileiros seguem sendo protagonistas na Ligue 1 2026.
